Annie W Parte 3

Bem, ao dar continuidade à minha escrita — no início não foi fácil pois tive muitos problemas para descrever os personagens e os lugares. Principalmente os lugares. Mas em fim, após muita luta, força de vontade e pesquisas, aos poucos fui descobrindo como descrever as coisas. Houve dias que eu tive problemas também na formatação do texto. Sem contar nos dias e horários da semana no livro que eu me perdia. Na época eu não sabia que era bom anotar os dias que se passavam na história. Por várias vezes meu marido me ajudou nisso. Parece ser uma coisa tola, mas não é. Era muito difícil. Não podia ficar um erro, ou isso confundiria os leitores no futuro. Fica a dica para você inciante: Anote os dias que se passarem na sua história. Coloque data (se tiver), dia da semana e horário. Por exemplo: “Em uma quarta-feira, David decidiu que deveria ir falar com ela.” Após alguns dias. “Era domingo de manhã quando David passeando pelo o bosque, encontrou Mila nos braços de outro.” Anote os dias que aconteceram e fique atento aos dias que se passarem.

Bem, os dias em que eu me perdia, eram os mais estressantes que vivi durante a escrita. No início eu me perdia muito fácil. Por esse motivo, por várias vezes eu pensava em desistir. Eu achava aquilo a coisa mais difícil do mundo. Eu só não desisti porque meu marido me salvou todas as vezes. Ele lia junto comigo, e nós dois íamos anotando as datas e os horários certinhos. Ah! E o número da página também, que é o mais importante. Assim, se você esquecer quantos dias se passaram, você poderá voltar e ver quando foi a última vez que você mencionou uma data ou horário à sua história.

Outra dificuldade que eu tive, era que eu não conseguia parar de escrever. Eu virei uma máquina. Dia e noite escrevendo. Eu não tinha lazer, eu não saia, eu não assistia filmes. Fiquei distante até das redes sociais. A minha vida se resumia apenas nos cuidados da minha família e em escrever. Qualquer tempo disponível eu estava com o meu netbook na mão. Escrevia até de madrugada. Perdi o número das vezes que eu acordei de madrugada para escrever algo porque eu tive uma ideia no meio da noite. Graças a Deus meu marido nunca me chamou atenção por isso. Ele compreendia.

Deixe-me tentar explicar melhor.

Era assim, eu não conseguia parar de escrever porque estava viciada, mas sim porque estava sendo bombardeada de ideias novas para o livro. Cenas, personagens, tudo vinha na minha mente como disparos de um flash. Enquanto eu não colocava aquilo no Word — para não dizer papel, eu não tinha paz. Aquilo ficava martelando na minha cabeça. E quanto mais eu escrevia, mais ideias vinham. Por isso surgiu o segundo e o terceiro livro. (Eu jamais imaginei que escreveria um, quanto mais três). Eu levei mais ou menos quatro meses para escrever os três. Quatro meses sem vida social. Quatro meses sem Rede Social. Quatro meses mal arrumada em casa. Meu cabelo nem via chapinha, eu simplesmente lavava e deixava secar sozinho. Rsrs. Pessoas que escrevem, não façam isso!

Ok. Após escrever os três, aliás, quando eu estava terminando de escrever o segundo livro, eu enviei o primeiro para Biblioteca Nacional para registrar a minha autoria. Mal podia esperar para que outras pessoas pudessem ler o meu livro. Meu marido e eu optamos por publicá-lo sozinhos, sem  qualquer editora. Lemos (só meu marido leu, além de mim, claro), relemos, revisamos, lemos, relemos de novo até conseguirmos eliminar o máximo de erros que pudéssemos. Depois que enviei para a Biblioteca Nacional, após publicá-lo na Amazon, eu ainda encontrava erros. Alguns erros gravíssimos. Claro que eu corrigia na hora os que eu via. Mas por mais que eu leia, releia ou revise sempre haverá aqueles erros chatos. Normal. Isso não vai atrapalhar o enredo da minha história. É claro que é importantíssimo observar qualquer erro ortográfico, mas como foi só eu e meu marido, sempre passará algum erro, por mais que lermos. É importante que outras pessoas leiam a sua história depois de pronta. Duas ou três. Alguém que você confia. Infelizmente no meu caso não foi possível. Apenas meu marido. Escrevi os livros debaixo do não queto. Silenciosamente.

Resumindo: Cinquenta Tons de Cinza inspirou Annie W. Se eu nunca tivesse lido a trilogia de  E. L. James, provavelmente eu jamais teria criado Annie W. Como desde adolescente eu sempre fora uma garota sonhadora — iludida, criar não era difícil. Então, eu me inspirei completamente no romance contemporâneo entre Christian Grey e Anastasia Steele. Eu queria descobrir até onde eu poderia chegar (e se poderia), ao desenvolver uma história de amor e paixão. Como os da E. L. James e do Will. Claro, minha história não é como a do Cinquenta Tons ou como a do Romeu e Julieta. É a história da Annie Williams. E Jordan Campbell.

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Danielle C Bauer

Danielle C Bauer

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