Annie W Parte 2

Vamos continuar?

Então, após minha diversão toda acabar — sem mais entusiasmo pós-leitura, decidi procurar livros que pudessem produzir o mesmo efeito. Afinal, eu estava totalmente viciada em romances como os da trilogia Cinquenta Tons.

Encontrei alguns, mas nada fazia “aquela” ligação. Eu não me sentia atraída por nenhum. Mas decidi arriscar em comprar o Toda Sua, da Sylvia Day. Você consegue imaginar o que aconteceu depois? Lembra do plastiquinho? Pois é…

Após desiludida guardar o Toda Sua na biblioteca do lar, desisti de qualquer leitura de romance. Para mim só existia o Grey e a Anastasia. E como Romeu e Julieta, nenhum romance poderia superá-lo. Eu não conheço o Toda Sua, pois até hoje não o li. Mas ouvi dizer que é um ótimo livro. 

Então, continuando… Após alguns dias vivendo na bad, desiludida com qualquer tipo de livro, e ansiosíssima com a estreia dos Cinquenta Tons nos cinemas, na fazenda em uma tarde de sábado em família, alguém da luz me trouxe uma luz.

Eis as palavrinhas mágicas:

“Por que você não escreve um livro?”

Epa! Pera aí! Como assim eu escrever um livro?

Eis a resposta:

“Sim, escreve um. Isso vai ajudar você passar melhor o tempo.”

Eu pensei: 

Será? Hmm… Não sei não. Uma vez eu tentei escrever um (isso dá até um post) e não deu certo.

“Tente, tenho certeza que você conseguirá.”

Amor, um beijo para você que me incentivou a escrever o meu primeiro livro.

Sim, meu esposo sempre fora um homem muito compreensivo. Sempre me incentivava em algo que fosse bom para mim. E de fato, escrever foi uma das melhores coisas que eu fiz em minha vida.

Eu não coloquei na cabeça que queria ser uma escritora como E. L. James ou Sylvia Day. Aliás, que eu nem imaginava ser uma escritora. E eu não sou escritora.

Então, após voltar para a casa e organizar algumas coisas, comecei a escrever. No início, a ideia era apenas para passar o tempo, como posso dizer… Apenas para driblar a ansiedade que a cada dia me consumia. (Não apenas em relação aos livros, mas na vida cotidiana).

Resumindo, era para ser uma terapia, uma meio de ocupar a minha mente com algo novo. Para quem não sabe, escrever é uma terapia. Escrever torna a pessoa em algo muito maior do que ela imaginava ser. Ela se encontra, ela encontra vida nas palavras. É como mágica. Só quem escreve consegue entender.

E foi o que aconteceu.

Minha vida mudou completamente. Escrever era tudo o que eu precisava para dar cor aos meus olhos. Dar vida ao meu Eu particular. Era o que faltava para eu me sentir completa no sentido “o que eu vim fazer nesse mundo? Qual é o meu propósito nessa vida?” Eu já havia encontrado o amor. Por três vezes. Meu esposo e nossos dois filhos. Minha família estava completa. O amor me rodeava por todos os lados. E isso era gratificante, fascinante, mágico. Mas faltava algo. E esse “algo”, esse meu propósito era encontrar na escrita, a magia que as palavras poderiam criar. Eu descobri que podia criar vida, criar lugares, pessoas, sentimentos, tudo que eu quisesse. A partir do meu coração. Do lado imaginário do meu coração.

E quando se junta romântica + sonhadora o resultado é um romance extremo, talvez até doentio. Rs. Sim, eu amo escrever. E posso dizer que o romance em mim, é doentio. Porque não está apenas na minha imaginação. Está também na minha pele. No âmago do meu ser. Eu não me considero uma escritora, porque para ter esse nome é preciso muito mais do que apenas escrever. Eu estou trabalhando com meu corpo e coração para isso. Algum dia chego lá.

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Vejamos… 684 palavras. Uau! E eu ainda estou longe de terminar a história.

Parte III?

Nos vemos no próximo então.

Danielle C Bauer

Danielle C Bauer

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